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A escrita é como uma catana que desbasta a selva

A Building Ideas dedica-se ao ofício da construção de livros

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QUEM SOMOS

A escrita é como uma catana que desbasta a selva: Tal como uma caneta, rasga em gestos decididos o mato que impede a passagem. Para nos adentrarmos pelos meios sombrios e húmidos da selva tropical, há que não ter medo e ir desenhando um caminho. Manejar a catana - como manejar a caneta, é um trabalho de repetição que requer persistência e método. Avançamos sempre em prejuízo do nosso conforto, avançamos sempre sem saber o que nos espera: podem ser clareiras solarengas, ou lagos refrescantes, ou pode calhar-nos apenas o matagal indómito.  Mas avançar é preciso!

 

Escrevemos sempre para comunicar com os outros. Aliás a maior felicidade do ser humano é comunicar-se. Nesse sentido, um escritor é tanto ou mais feliz quanto os leitores que tem e o diálogo que com eles enceta.

 

A Building Ideas dedica-se ao ofício da construção de livros.

 

Este trabalho começa sempre por um olhar para a selva, para nela tentar desvendar caminhos que podemos rasgar. Trabalhando no silêncio. Nesse lugar onde se perscrutam as vozes da selva, onde se tenta escutar e compreendê-las e ir ao seu encontro. De fora, esse trabalho é invisível - e a linha que se vai fazendo é invisível dada a dimensão da floresta. Constrói-se todo um percurso, passo a passo, desbravando com decisão. O livro é o testemunho desse adentrar na selva: de cima a selva é praticamente invisível, tal como o é um livro no meio da estante duma grande livraria.  Mas quem queira adentrar-se na selva, deve ir pela mão de quem a rasga e para segurar um livro são precisas duas mãos e uns olhos que veem, o coração e uma mente e uma respiração.

 

O impulso que nos faz partir é sempre o da descoberta. Nenhum explorador, como nenhum escritor se percebem no conforto do seu sofá. Ser escritor é uma aventura.

 

Gostamos dos livros. Numa mochila tem sempre que haver pelo menos um. Ele é um objecto de sobrevivência. E além disso, um livro não comunica apenas ideias: ele tem também que ser um objecto bonito, agradável. Por isso, para nós as ideias que os livros transportam são objectos que nos podem acompanhar, tal como amigos que gostamos de encontrar.